

Queda do governo belga de Edmond Leburton* (18 de Janeiro)

Acordo entre Israel e o Egipto admite a instalação de forças da ONU
no Sinai (18 de Janeiro)

Confronto entre vietnamitas e chineses pelo controlo das ilhas
Paracels (19 de Janeiro)

A Comissão dirige aos Chefes de Governo uma declaração sobre a
situação da Comunidade. A declaração salienta a necessidade de a Europa
proceder a uma aproximação das políticas nacionais e elaborar políticas
comuns.
O Parlamento declara que a unidade da Europa só pode ser alcançada se
for permitido que as instituições comunitárias prossigam uma política
fundada numa verdadeira solidariedade europeia (31 de Janeiro de 1974)
A Alemanha assume a Presidência do Conselho das Comunidades
Europeias. Entrada em vigor dos Acordos entre a Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço (CECA) e a Áustria, Portugal, Suíça e Suécia.
Franco francês abandona a serpente monetária (19 de
Janeiro)

O livro – Spínola é nomeado Vice-Chefe EMGFA e
entrega a Costa Gomes fotocópia de Portugal e o Futuro(15
de Janeiro), a que não são estranhos certos conceitos do
seu colaborador Manuel Belchior, um frustrado doutor do ISCSPU, a quem não foi perdoada a
admiração que, numa dedicatória, manifestou por Marcello Caetano, sendo, por
isso, saneado da instituição. Costa Gomes submete a Silva Cunha
o livro (11 de Fevereiro). Marcello Caetano lê o texto que recebe no dia 18, e,
como confessa, ao fechar o livro tinha compreendido que o golpe de Estado
militar, cuja marcha eu pressentia há meses é agora inevitável (20 de
Fevereiro). Posto à venda o livro editado pela Arcádia, então dirigida por
Paradela de Abreu (22 de Fevereiro). O jornal República proclama em
primeira página: a vitória exclusivamente militar é inviável. No dia 23, o
semanário Expresso transcreve largas passagens do mesmo livro. Tomás queixa-se:
a publicação do livro foi estranhamente consentida sem conhecimento do Chefe de
Estado. Alguns ultras até consideram que o livro foi revisto por Marcello.
O canto do cisne – Movimento dos Oficiais das Forças
Armadas, no dia 23, faz uma comunicação sobre a situação em Moçambique (14 de
Janeiro). UNITA retoma a luta armada no Leste de Angola, suspensa desde 1972
(Janeiro).