
Referendo grego não aprova o regresso à monarquia (8 de Dezembro)
Chipre: Makarios* regressa do exílio (7 de Dezembro)
Resolução da ONU aprova Carta dos Direitos e Deveres Económicos dos
Estados (12 de Dezembro)
Regime militar na Etiópia adopta um programa de partido único e do
controlo da economia pelo Estado (20 de Dezembro)
Aprovada por referendo a independência das Comores (20 de Dezembro)

Sétima e última Cimeira Europeia, em Paris; instituído o
Conselho Europeu, participado pelos chefes dos executivos e não apenas
pelos ministros dos estrangeiros, a reunir, pelo menos, três vezes por
ano; decidida a eleição do Parlamento Europeu por sufrágio universal
directo; lançamento do FEDER (9 de Dezembro)
Parlamento europeu vota pela primeira vez um orçamento comunitário
(12 de Dezembro)

UDP – Fundação da UDP (16 de Dezembro).
PS – Congresso do PS (dias 13 e 14 de Dezembro), na
Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Mário Soares é eleito
secretário-geral, mas na votação para a comissão nacional, a lista dos
históricos apenas obtém mais 94 votos que a de Manuel Serra, que consegue 44%.
Em Novembro, Mário Soares visita a Líbia, tendo recebido, segundo Rui Mateus,
importante subsídio para o PS do coronel Kadhafi, em nome da libertação dos
povos.
O punho erguido – Rejeita-se a social-democracia e em
vez de uma rosa adoçar um punho, o partido assume como símbolo o agressivo punho
erguido, proposto por Manuel Serra. Chega mesmo a provar-se uma tese intitulada
Uma Política Internacional ao Serviço da Paz, onde se propõe a dissolução
da NATO e do Pacto de Varsóvia, o desenvolvimento das relações com os países de
Leste e o apoio às forças progressistas do Terceiro Mundo. Com Mário Soares
sempre em viagens, o partido acabou por ser fortemente influenciado pelo
responsável pela Segurança e Propaganda, Manuel Serra, apoiado por Aires
Rodrigues e Fernando Oneto (n. 1929), com o soarista Manuel Tito de Morais a
assegurar o funcionamento corrente da sede do partido, no edifício do Largo do
Rato, onde antes funcionara a Comissão de Censura. Soares estava completamente
mobilizado pela recolha de fundos no estrangeiro e os partidos socialistas e
sociais-democratas da Europa temiam que o grupo pudesse transformar-se num mero
satélite do PCP. Contudo, no discurso final, Soares declara não haver
vencedores nem vencidos, mas apenas socialistas e camaradas. No
Congresso há várias delegações estrangeiras, sendo especialmente saudada a do
PCE, liderada por Santiago Carrillo, sendo recebida com frieza, a do PSOE,
liderada por Felipe González.
A luta pelo progressismo – Como o PPD inclinou à
esquerda, o PS inclinou também para descolar. O resultado foi colar ao PCP. A
luta pelo "progressismo", esse provincianismo de se ser mais papista que o
papa... (Virgílio Ferreira).
Congresso do MES: grupo de Jorge Sampaio abandona o
partido, mantendo-se nele Ferro Rodrigues, Afonso de Barros e Manuel Braga da
Cruz (22 de Dezembro).
São Tomé – Acordo de Argel entre Portugal e o MLSTP
(26 de Novembro)
Propaganda do MFA – Começam as campanhas de
dinamização cultural do MFA. Sessão em Alcobaça (5 de Dezembro). Ramiro Correia
em entrevista ao Expresso revela os objectivos das campanhas de
dinamização cultural. A campanha assenta no preconceito de uma imagem de
reaccionarismo popular que os chefes militares se vêem na obrigação de apagar
afirmando que "o Povo não é reaccionário ...é que a democracia, sendo uma
prática quotidiana, não poderia ser "ensinada" ao longo de uma simples estadia
de um destacamento militar (7 de Dezembro).
Prisão de vários
capitalistas acusados de graves crimes de sabotagem económica, lesivos
dos interesses do povo português (Jorge de Brito, do BIP, Agostinho da
Silva, José da Silva e Sarmento Rodrigues, do BIP e da Torralta). Mandatos de
captura contra João Luís de Almeida Garrett e Francisco Brás de Oliveira. Outros
detidos são Eduardo Matos Castro Paiva Correia (BIP), João Maria da Silva
Delgado (BIP e Torralta), António Manuel de Sousa Vieira (BIP) e Augusto Pinto
Barbosa Cruz (BIP) (13 de Dezembro).
MFA quer aceleração revolucionária – Conferência de
imprensa da comissão coordenadora do programa do MFA (31 de Dezembro). Presentes
Vasco Lourenço, Franco Charais, Almada Contreiras, Judas, Pereira Pinto e Pinto
Soares. Defesa da legalidade revolucionária e da aceleração do processo de
democratização.
Capitalismo é igual a fascismo – Na sua cega
correria para a meta das nacionalizações, o PCP funde na mesma imagem execrável
capitalismo e fascismo. Apanhados pela hórrida designação, os capitalistas são
sentenciados ao ódio das massas da mesma forma que os repolhos e a própria lua o
serão quando for conveniente à demagógica usurpação da semântica chamar-lhes
fascista (Natália Correia).