Gaston Thorn forma governo de centro-esquerda no Luxemburgo
(15 de Junho)
Conselho do Atlântico em Otava chega a acordo quanto a flexíveis
mecanismos de cooperação política (19 de Junho)

CIP Criação da Confederação da Indústria Portuguesa,
o principal órgão do associativismo patronal (1 de Junho).
O ódio – Declarações controversas de Pereira de Moura
em Bragança sobre quem é fascista. O ministro, sem gravata, responde:
aqueles que começam a dizer ao estudante, aos jovens estudantes, que têm de
se submeter à autoridade. Virgílio Ferreira chama-lhe um demagogo
grosseiro (10 de Junho).
A esperança – Profundamente enraizado no chão
nativo, e orgulhosamente fiel à condição da origem, sempre a lição dos livros, a
dialéctica dos teóricos e a eloquência dos tribunos pesaram muito menos no meu
critério do que a sabedoria ancestral do comunitarismo agrário e pastoril que me
corre nas veias, defendendo soluções originais, específicas, em que
estejam empenhados o nosso temperamento, a nossa tradição municipalista, a nossa
cultura, e seja devidamente considerado e aproveitado o nosso condicionalismo
geográfico e étnico (Miguel Torga em comício do PS, em 2 de Junho de 1974).
Spínola e a JSN têm reunião na Manutenção Militar com
o MFA. Presidente pede voto de confiança para a condução do processo de
descolonização e autorização para se assumir como intérprete do MFA. Ataques de
Vasco Gonçalves. Não lhe sendo conferidos os votos de confiança, Spínola, que
está acompanhado pelos ministros Sá Carneiro e Vieira de Almeida, abandona a
reunião, bastante agastado (13 de Junho).
Spínola encontra-se com Nixon nos Açores (19 de Junho).