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11
de Março, Eleições, PREC, Verão Quente e 25 de Novembro
Da
Acta de Helsínquia a Pol Pot, com Verão Quente e morte de Franco
Tradição
e Revolução, vol. II)

Thatcher
assume a chefia dos conservadore
Reabertura
do canal do Suez
Sakharov,
Nobel da paz
Ecologia
e sociobiologia
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
VI G
overno
Provisório de Pinheiro de Azevedo


A
nova Constituição, eleição de Eanes e governo do PS
Da
eleição de Carter ao governo espanhol de Adolfo Suárez
Golpe
militar na Argentina
Governo
de Barre em França
Derrota
dos sociais-democratas na Suécia
Morte
de André Malraux
Dos
aparelhos ideológicos à miragem da justiça social
Tradição
e Revolução, vol. II
Em
Janeiro e Fevereiro ainda há rebentamentos de petardos e ataques a
sedes de partidos comunistas
Criado
o PCP(R) (5 de Janeiro)
Libertação
de ministros do antigo regime (29 de Janeiro)
Tempo
de pós-revolução
Constituído
o Movimento Social-Democrata (8 de Fevereiro)
Surge
o movimento sindical Carta Aberta (14 de Fevereiro)
Legalizado
o GIS de Jorge Sampaio (7 de Março)
Explosão
no jornal O Sol, de Vera Lagoa (8 de Março)
Morte
do padre Max da UDP em Trás os Montes (3 de Abril)
Nova
Constituição
Surge
o jornal A Rua de Manuel Maria Múrias (8 de Abril)
Explosão
na embaixada de Cuba (22 de Abril)
Eleição
nº 65 (25 de Abril)
Eleição
presidencial nº
8 (25
de Junho)
Governo
nº 110 de Mário Soares (23 de Julho, 556 dias). Governo
constitucional nº 1.
Criado
o MIRN de Kaúlza de Arriaga (29 de Novembro)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários Eleições
autárquicas (12 de Dezembro)

PS
quer ser o partido revolucionário institucionalizado e Portugal
na CEE
Ecologismo,
pacifismo, terrorismo e Estado-Espectáculo
Regresso
de Deng Xiao Ping ao poder
Sadat
e Begin reúnem-se em Jerusalém
URSS
negoceia directamente com a CEE
Morte
de Elvis Presley
Europa,
proibida ou decadente?
Tradição
e Revolução, vol. II
Distúrbios da FLA em Ponta Delgada (20 de Janeiro)
PS, PSD e CDS aprovam voto pró-adesão na CEE (28 de Março)
PPD e CDS assinam acordo de cooperação parlamentar (1 de Junho)
PPD passa a PSD (1 de Novembro)
Pinheiro de Azevedo adere ao PDC (11 de Novembro)
Congresso dos GDUP (21 de Novembro)
Morte
do duque de Bragança (24 de Dezembro)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários


Da
aliança PS/CDS, aos governos presidenciais
Da
eleição de João Paulo II ao assassinato de Aldo Moro
Portugal à deriva
Vitória
da direita nas eleições francesas
Golpe
de Estado pró-soviético no Afeganistão
Israelitas
ocupam o Sul do Líbano
Conversações
de Camp David entre Sadat e Begin
Tradição
e Revolução, vol. II (pp. 643 ss.)
Detenção
de Edmundo Pedro (11 de Janeiro)
Dissolvida
a FEPU (16 de Janeiro). Saída da PSP de Manuel Serra.
Sá Carneiro
escreve artigo contra Eanes (18 de Janeiro)
PS
e CDS assinam acordo dito de incidência parlamentar (19 de Janeiro)
Criada
a UEDS (28 de Janeiro)
Sá Carneiro
abandona a liderança do PSD, senso substituído por Sousa Franco(29 de
Janeiro)
Governo
nº 111 (211
dias, desde 23 de Janeiro) M. Soares. Governo PS com ministros do
CDS.
Alberto
João Jardim passa a presidir ao governo regional da Madeira (31 de
Março)
Pedro
Cardoso na chefia do Exército, em lugar de Rocha Vieira (4 de Abril).
IV
Congresso do PSD, com regresso de Sá Carneiro (2 de Julho)
Ministros do CDS apresentam demissão (31 de Julho)
Governo
nº
112 (desde
29 de Agosto, 85 dias). O I Governo presidencial, chefiado por
Nobre da Costa
Medeiros
Ferreira e António Barreto abandonam o PS (6 de Setembro). Segue-se
Medina Carreira (13 de Setembro)
Criada
a UGT (28 de Outubro)
Surge
o PSR (31 de Outubro)
1979
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
III
Congresso do PS, em nome do lema Dez Anos para Mudar
Portugal. Aprovada
uma linha programática redigida por António Guterres (3 de
Março). Uma semana depois, Vasco da Gama Fernandes demite-se
do PS, dizendo-se ofendido, humilhado e traído, pela
maneira como Mário Soares, no relatório apresentado ao Congresso,
referiu a sua substituição, na presidência da Assembleia
da República, por Teófilo Carvalho Santos.
Turbulências
Turbulências
Anuários
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários (
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários ( CGTP promove geral contra
o chamado pacote laboral (12 de Fevereiro) João Paulo II visita Fátima
(Maio) Vários atentados terroristas
das FP25 de Abril Amnistia para Carlos Antunes
e Isabel do Carmo Segunda revisão constitucional Surgem Os Verdes (Setembro) Última reunião do Conselho
da revolução (29 de Outubro) Lei de Defesa Nacional (15 de Dezembro) Eleições autárquicas (12
de Dezembro) Francisco Pinto Balsemão
demite-se de prrimeiro-ministro e de líder do PSD (19 de Dezembro).
Freitas do Amaral demite-se da liderança do CDS (29 de Dezembro). Falha
a hipótese de coinstituição de um novo governo da AD, a ser presidido
por Vítor Crespo.
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários (
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
(
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
(
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários (
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários (
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários (
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários (
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
Governo
nº
113 de
Mota Pinto. O segundo governo presidencial (22 de Novembro, 253 dias)
Cem
dias de pintasilguismo e vitória eleitoral da direita
Entre
Margaret Thatcher e Khomeiny. Tempos de revolução conservadora
Primeiras
eleições directas para o Parlamento Europeu
João
Paulo II visita a Polónia
Madre
Teresa de Calcutá Nobel da Paz
Queda
de Somoza na Nicarágua
Intervenção
soviética no Afeganistão
Terceiro
governo presidencial de Maria de Lurdes Pintasilgo

Eleições
parlamentares (2
de Dezembro.)
PSD
retira apoio crítico ao Governo
Mota Pinto.
Conselho
nacional
do PSD na Guarda. Sá Carneiro ataca a intervenção presidencial, defende
eleições antecipadas, retira confiança à direcção do grupo parlamentar e faz
um
convite a António Sousa Franco para se desvincular do PSD (1 de Abril).
37 deputados
do PSD passam a independentes. Hão-de criar a ASDI (4 de Abril). Barbosa de Melo
e Costa Andrade abandonam o PSD (9 de Abril).
Reformadores
– António Barreto, Medeiros Ferreira e Francisco Sousa
Tavares apresentam o Manifesto Reformador (12
de Abril).

Tradição
e Revolução, vol. II)

1980
Ideias
Da
eleição de Reagan à greve de Lech Walesa
Morte
de Tito
Guerra
Irão-Iraque
Morte
de Sartre
Ocidentais
boicotam Jogos Olímpicos de Moscovo
Novo
aumento dos preços do petróleo
A
tirania do status quo
Governos
1º Governo da AD (Sá Carneiro)º Gov.
Sá Carneiro
Eleições
Parlamentares (5
de Outubro )
Presidenciais (7
de Dezembro )
Grupos
Ideias
Ideias
Anuários

Governos
de Balsemão e Soares retomando o controlo do PS Da
eleição de Mitterrand ao antes vermelhos que mortos
Grécia
adere à CEE
Ministros
comunistas no governo francês de Pierre Mauroy
Atentado
contra o papa em Roma
Golpe
de Tejero de Molina em Madrd
Vaga
pacifista na RDA
Estado
de sítio na Polónia
Crise
do Estado Providência e fim da era ideológica
Tradição
e Revolução, vol. II)
117º Balsemão


Revisão
constitucional e fim da Aliança Democrática Entre
a ascensão de Helmut Kohl e a morte de Brejnev
PSOE
ganha as eleições em Espanha
Guerra
nas Malvinas/ Falkland
Andropov
sobe ao poder
Israelitas
evacuam do Sinai, mas invadem o Líbano
OPEP
baixa o preço do patróleo
Recrudesce
a guerra Irão-Iraque
Memórias
sebásticas
Tradição
e Revolução, vol. II)

Da
guerra das estrelas ao vírus da SIDA
Terrorismo
em França
Vaga
pacifista na Europa Ocidental
Reagan
lança o SDI
Surge
o alerta da SIDA
Morte
de Raymond Aron
Lech
Walesa, Nobel da Paz
Tradição
e Revolução, vol. II) Procura
da boa sociedade
Anatomia
do poder
e68 (25
Abril)
g
118º M.
Soares

Do
terrorismo das FP25, escândalo de Dona Branca e salários em atraso Da
memória de Orwell ao assassinato de Indira Gandhi
Tchernenko
sobe ao poder em Moscovo
Direita
vence europeias em França, depois de grandes manifestações a favor
do ensino livre
Nova
vitória eleitoral de Ronald Reagan
Reactivação
da UEO
Tradição
e Revolução, vol. II) Carlos
Lopes
A
Europa da geometria variável

Do
fim do Bloco Central à adesão à CEE – Cavaco vence eleições Entre
Gorbatchov e Jacques Delors
Encontro
de Genebra entre Reagan e Gorbatchov
A
pós-revolução efectiva
Euforia
neo-liberal
O
pós-salazarismo e o neo-corporativismo
Tradição
e Revolução, vol. II)
e69 (6
Out. )


De
Tchernobyl ao Encontro de Assis
Assinado
o Acto Único
Encontro
de Assis
Assassinato
de Olof Palme
Vaga
de terrorismo em França
Cory
Aquino sobe ao poder nas Filipinas
Cimeira
de Reijekavique entre Reagan e Gorbatchov
Liberdade
para Sakharov
Derrota
da esquerda nas legislativas francesas
Barata
Moura e Boaventura Sousa Santos
Tradição
e Revolução, vol. II)
g
119º Governo
de Cavaco Silva
ep10 (16
Fev.)

Cavaco
Silva e o PSD conseguem maioria absoluta Vitória
da direita em França
Crise
das Bolsas
Kohl
consegue maioria absoluta
Terceira vitória
eleitoral de Thatcher Cimeira
de Washington entre Reagan e Gorbatchov
Perestroika
e casa comum europeia
Maioria
absoluta de Cavaco Silva
Tradição
e Revolução, vol. II)
e70 (19
Jul. 1987)
Governo
nº 120


Da
geração Constâncio ao regresso de Freitas ao CDS Da
eleição de Bush à retirada soviética do Afeganistão
Reeleição
de Mitterrand
Ascensão
e queda das grandes potências
Tradição
e Revolução, vol. II)
Cosmopolis

Cavaquismo:
entre o preconceito da ordem e a personalização do poder Da
queda do muro ao fim da guerra fria
Do
Solidariedade às Revoluções de Veludo
Tradição
e Revolução, vol. II)
Cosmopolis


Pós-comunistas,
ortodoxos e maoístas Fim
do comunismo?
O
fim da ilusão terceiromundista
Pós-modernidade
e despolitização
Tradição
e Revolução, vol. II
Cosmopolis


Cavaco
com nova maioria absoluta, massacre em Dili e tratado de Maastricht Guerra
do Golfo, golpe de Moscovo e Nova Ordem Internacional
Conselho
Europeu de Maastricht
Acordo
de Bicesse entre MPLA e UNITA
Dissolução
do COMECON e do Pacto de Varsóvia
Ieltsine
vence golpe de Moscovo
Implosão
da URSS
Centesimus
Annus e primeira revolução global
Entre
o soarismo presidencial e o cavaquismo governativo
Tradição
e Revolução, vol. II
Cosmopolis
ep11 (13
Jan. 1991)
e71 (6
Out. 1991)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
G
121


Televisão
privada, Plataforma de Esquerda e Manuel Monteiro
Maastricht,
teledemocracia e operações mãos limpas
Do
erro de Descartes à nova história de Portugal
(
Tradição
e Revolução, vol. II)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
Cosmopolis

União
Europeia, Partido Popular, TVI e PS vencendo autárquicas
Da
conclusão do mercado único à procura da nova ordem internacional
A
terceira onda da democracia
(
Tradição
e Revolução, vol. II)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
Cosmopolis

Guerra
das portagens, soarismo no bloqueio e tabu de Cavaco
(
Tradição
e Revolução, vol. II)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
Cosmopolis

Renúncia
de Cavaco, vitória eleitoral do PS de Guterres e CDS a tornar-se
Partido Popular
Windows
95
Fim
do cavaquismo e do soarismo
Desordem
internacional
(
Tradição
e Revolução, vol. II)
e82 (1
Out. 1995)
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
g122


Estado
de graça de Guterres, Sampaio na presidência e Marcelo no PSD
Clinton,
Aznar, Prodi
A
era pós-ideológica
(
Tradição
e Revolução, vol. II)
1997
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
1998
Ideias
Governos
Referendos
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
1
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários
g122
Remodelações

O
ano Valle e Azevedo em tempo de pensamento único e de referendos
A
nova ordem global
Remodelação
António Costa passa a ministro dos assuntos parlamentares (23 de Novembro).
Jorge Coelho
na administração interna. Pina Moura na economia. Veiga Simão na defesa
nacional. Ferro Rodrigues passa a acumular o emprego. José Sócrates torna-se
ministro adjunto do primeiro-ministro. Saem, além de António Vitorino, Maria
João Rodrigues, Augusto Mateus e Alberto Costa. Demissão de António
Vitorino, acusado de irregularidades fiscais na aquisição de um imóvel (8 de
Novembro de 1997)

Eleições
autárquicas (14 de Dezembro). Comunistas afastados de várias autarquias.
Socialista Fernando Gomes mantém-se no Porto. Em Lisboa, João Soares vence
Ferreira do Amaral. PSD conquista as câmaras de Gaia, com Luís Filipe
Meneses, e da Figueira da Foz, com Pedro Santana Lopes que, entretanto,
abandonara a presidência do Sporting Clube de Portugal.
Questão do aborto António Guterres,
falando a título pessoal, declara-se contrário à liberalização do aborto (15
de Fevereiro de 1997). Projecto é derrotado na Assembleia da República por
um voto no dia 20
Revisão constitucional – O deputado do
PS Vital Moreira demite-se de presidente da Comissão de Revisão
Constitucional (28 de Fevereiro de 1997). Aprovada a quarta revisão da
Constituição, depois de acordo entre o PS e o PS (4 de Setembro).
Manifestação de polícias
a favor da criação de um sindicato. Alguns manifestantes chamam aldrabão
e cobarde ao ministro Alberto Costa e são alvo de processos
disciplinares (21 de Abril de 1997).
Vale e
Azevedo é eleito presidente do
principal clube de futebol português, o Sport Lisboa e Benfica, através de
um processo populista (31 de Outubro de 1997)
É inaugurado o Centro Comercial Colombo
em Lisboa, integrado no grupo Sonae, de Belmiro de Azevedo, considerado o
maior estabelecimento do género da Península Ibérica (15 de
Setembro).
Expo
98 e referendos sobre o aborto e a regionalização
Vacas
loucas, Saramago e jobs for the boys
Crise
das economias asiáticas e batalha contra o terrorismo

Referendos com muitas abstenções –
Referendo nacional sobre a questão do aborto. Vitória do não (50,91%),
mas com quase seis milhões de eleitores (68,06%) a optarem pela abstenção (28 de
Junho). Referendo sobre a regionalização. Abstenção de 51,3%. 63, 59% dos
votantes são contrários à proposta de reforma administrativa (8 de Novembro). De
um lado, o movimento Portugal Plural, liderado por Eurico de Figueiredo,
onde participámos, e a partir do qual se lançará o movimento cívico
Intervenção Radical, do outro, o movimento Nação Una, onde se
destacam Paulo Teixeira Pinto e Manuel Monteiro. Marcelo Rebelo de Sousa que
provocara estas duas consultas populares pode reclamar das poucas vitórias na
sua liderança do PSD, embora os perdedores sejam aqueles que sempre clamaram
pela introdução do mecanismo referendário na constituição, dado que as
populações se desinteressaram do processos, num tempo em que o indiferentismo
face à política começa a ser crescente.
Portas, Marcelo e
Moniz –
Congresso do PP em Braga (22 de Março). Paulo Portas é o novo presidente. Vence
a candidatura de Maria José Nogueira Pinto, apoiada pelos monteiristas. Um dos
principais dirigentes da Universidade Moderna, José Braga Gonçalves, destaca-se
nos bastidores, em apoio a Portas. Congresso do PSD de Tavira (19 de Abril).
Marcelo Rebelo de Sousa mantém-se como presidente. Anuncia-se a hipótese de uma
Alternativa Democrática com o PP de Paulo Portas. Marcelo vai atacar a
ligação do governo a grandes grupos económicos. José Eduardo Moniz é o novo
director da TVI (22 de Setembro). Anuncia-se uma coligação
com o PSD, a Alternativa Democrática
Morte de Francisco Lucas
Pires
Telemóveis –
Portugal Telecom adquire o controlo do maior operador do Brasil de telemóveis em
São Paulo, Telesp celular (29 de Julho). Começa a funcionar a terceira
rede nacional de telemóveis, do grupo de Belmiro de Azevedo (15 de Setembro)
Inauguração da
Expo-98; A exposição universal, dita a última do século, realiza-se em
Lisboa e, até ao seu encerramento, irá receber cerca de 10 milhões de
visitantes. Ficam para a posteridade algumas obras emblemáticas, tal como o
Pavilhão de Portugal ou o Oceanário, o grande ex-libris do
evento, assim como a edificação de equipamentos e infra-estruturas que tanto
reabilitam a altamente degradada zona oriental da capital, como põem à
disposição dos cidadãos uma vasta oferta de cultura e lazer que se prolongará
para lá do período da exposição (21 de Maio).
A
questão da Universidade Moderna e nova vitória eleitoral de Guterres
A
procura da terceira via
Guterres
não vai para Bruxelas
Novo
governo de Guterres
(25 de Outubro). Entre os ministros: José Sócrates Carvalho Pinto
de Sousa (adjunto), António Luís dos Santos Costa (assuntos parlamentares),
Jaime José Matos da Gama (defesa nacional e negócios estrangeiros), António Luís
Pacheco de Sousa Franco (finanças), Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho (adjunto
e administração interna), João Cardona Gomes Cravinho (equipamento, planeamento
e administração do território), José Eduardo Vera Cruz Jardim (justiça), Joaquim
Augusto Nunes de Pina Moura (economia), Luís Manuel Capoulas dos Santos
(agricultura, desenvolvimento rural e pescas), Eduardo Carrega Marçal Grilo
(educação), Maria de Belém Roseira (saúde), Eduardo Ferro Rodrigues (trabalho e
solidariedade social), Maria Elisa Ferreira (ambiente), Manuel Maria Carrilho
(cultura), Mariano Gago (ciência e tecnologia).

Realizam-se
eleições para o Parlamento Europeu na Alemanha, Áustria, Bélgica,
Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Luxemburgo, Portugal e Suécia. PS
vence com 43% (13 de Junho). O cabeça de lista é o ex-presidente Mário Soares.
Segue-se a lista do PSD com 31%, liderada por José Pacheco Pereira, com o poeta
Vasco Graça Moura em lugar de destaque. Os comunistas obtêm 10,32% e o PP de
Paulo Portas 8,17%.
Eleição geral nº 73
(10 de Outubro) – Vitória do PS que consegue
115 deputados (43,9%), tantos quantos os da oposição, ficando assim a um
deputado da maioria absoluta. PSD, 32,3%. CDU, 9%. PP, 8,3%. Bloco de Esquerda,
2,4%
Marcelo sai,
entra Barroso –
Falham as tentativas
de acordo entre o PSD e o PP, a Alternativa Democrática, com Marcelo Rebelo de
Sousa a abandonar a liderança dos sociais-democratas, a quem sucede José Manuel
Durão Barroso (3 de Maio).
Universidade
Moderna – Surge a questão da Universidade Moderna, cujo reitor é José Júlio
Gonçalves, tendo como vices António Sousa Lara e Esmeraldo de Azevedo. Alguns
quadros dirigentes da universidade são alvo de investigação por
parte da polícia judiciária (Maio).
Sinais de pátria
– Referendo sobre a independência de Timor. 98% de participação, 79% a favor
da independência. Seguem-se violentos distúrbios (30 de Agosto). Gigantescas
manifestações em Portugal, de solidariedade com Timor Lorosae, especialmente
durante a visita a Lisboa de D. Carlos Ximenes Belo (Setembro). Morte de Amália
Rodrigues (6 de Outubro). Entrega de Macau à soberania chinesa. Rocha Vieira, o
último governador, embrulha a bandeira do último posto do império português no
além-mar. Apenas na Ceuta espanhola continuará o sinal das quinas lusitanas, que
aí se mantêm desde 1415 (20 de Dezembro)
2000
Ideias
Governos
Eleições
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários

A
revelação do terceiro segredo de Fátima
Lisboa volta a
ser capital da Europa – Portugal, durante seis meses, volta a ser presidente
da União Europeia durante seis meses. Mas já não se utiliza o Centro Cultural de
Belém, construído pelo cavaquismo para tal efeito.
Segunda visita de
João Paulo II a Portugal, para a beatificação dos pastorinhos de Fátima (13
de Maio). No dia 26 o Vaticano revela o chamado terceiro segredo de Fátima.

Nas eleições regionais de 15 de Outubro,
vitória do PS nos Açores, sob a liderança de Carlos César que volta a vencer,
agora com maioria absoluta. Alberto João Jardim e o PSD continuam a imperar na
Madeira. As autonomias regionais, uma das mais belas realizações do nosso
regime, apesar de não serem enfatizadas pelo programa do MFA, demonstram como a
liberdade sempre foi mais um produto da acção dos homens do que o resultado das
intenções de certos programas vanguardistas.
No último ano do milénio, quando se divulgam os resultados da descoberta
do genoma humano, poucas são as notícias políticas lusitanas. Em Março, no
Congresso do PP em Viseu, que reforça as posições de Paulo Portas, dá-se o
regresso de alguns históricos, com Basílio Horta a refiliar-se no partido,
enquanto no final do ano, no congresso do PCP, se retomam as teses clássicas da
fidelidade cunhalista, sem cedência aos chamados renovadores. As notícias
desportivas parecem mais mobilizadoras, com duas medalhas de bronze nos Jogos
Olímpicos de Sydney, em Setembro (Nuno Delgado no judo e Fernanda Ribeiro no
atletismo) e o Sporting Clube de Portugal a voltar a ser campeão nacional de
futebol, ao fim de dezoito anos de espera (Maio), para além de a selecção
portuguesa de futebol ter atingido as meias finais no Campeonato Europeu de
Futebol. Já o Presidente Sampaio visita oficialmente Timor-Leste (Fevereiro) e
o Conselho de Ministros, devido à teimosia de José Sócrates aprova que, nas
cimenteiras do Outão e de Souselas, se utilize o processo de co-incineração de
resíduos tóxicos (Junho), o que leva a acalorados debates com ambientalistas e
esquerdistas, nomeadamente em Coimbra, com os contestadores da atitude
governamental a serem liderados por Boaventura Sousa Santos. E no ano em que
George W. Bush é declarado eleito presidente dos Estados Unidos da América,
assinale-se que, entre nós, o mero consumo de drogas deixa de ser
crime e de, consequentemente, ser punido com prisão (6 de Julho).

A
revelação do terceiro segredo de Fátima
Tradição
e Revolução, vol. II)
Nova
presidência portuguesa da União Europeia
Segunda
visita de João Paulo II a Portugal
1
Ideias
Governos
Eleições
presidenciais
Grupos
Turbulências
Outros factos
Anuários Eleições
regionais, com vitória do PS nos Açores
Sampaio
reeleito, queda da ponte de Entre-os-Rios e atentado contra as
Twin Towers
Queda
da ponte de Entre-os-Rios (4 de Março)
Atentado terrorista
contra as torres gémeas, provoca cerca de três mil mortes (11 de
Setembro).

Sampaio
vence Ferreira do Amaral nas
eleições presidenciais (14 de Janeiro).
Jorge Sampaio é
reeleito, com 55,8%, vencendo a candidatura do PSD, Joaquim Ferreira
do Amaral
(34,5%). Há 49,1% de abstenções. Também se candidatam António Abreu, do PCP
(5,13%), Fernando Rosas, do Bloco de Esquerda (2,98%) e Garcia Pereira, do MRPP
(1,59%).
Eleições
autárquicas, com vitória do PSD (16 de Dezembro) que passa a comandar 159
câmaras municipais (41%). PS com 113 (37,1%). CDU com 28 (10,6%) e PP com 3
(4%). Pedro Santana Lopes vence em Lisboa contra a candidatura de João Soares.
PSD triunfa também no Porto (Rui Rio), Sintra (Fernando Seara), Cascais (António
Capucho), Faro (José Vitorino) e Portalegre. PS conquista câmaras aos comunistas
em Évora, Loures e Barreiro. Comunistas reconquistam Setúbal ao PS.
Vitória
do PSD nas eleições autárquicas (16 de Dezembro)
António
Guterres demite-se de líder do PS e de chefe do governo (17 de Dezembro)
Terrorismo absolvido
– O
tribunal da Boa
Hora absolve 65 réus do processo das FP-25 (6 de Abril). Um dos
absolvidos é Otelo Saraiva de Carvalho.
Assembleia da República
aprova alargamento do regime das uniões de facto a casais homossexuais
(15 de Março).
Tradição
e Revolução, vol. II)
2002
Ideias
Governos
Eleições
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Turbulências
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PSD
vence eleições – Governo de coligação entre Durão Barroso e Paulo Portas
Estado
secundário – Tal como em 1820, Portugal continua a viver o drama da dimensão
de pequeno Estado, ou de Estado secundário, permanecendo dependente daquilo que
as potências europeias sobre ele decidirem. E os grandes êxitos da nossa
história acabam por ser medidos pela circunstância de um dos nossos chefes
políticos ascender à formal presidência da União Europeia, depois de vencer a
candidatura do Grão-Ducado do Luxemburgo, se, para tanto, revelarmos a
competente e humilde simpatia dos bons alunos e um moderado seguidismo
face ao directório que marca a geometria variável da balança da Europa ou
perante o modelo transatlântico, liderado pela super-potência que resta.
E lá continuarão as permanentes análises políticas, onde se reconhecerá que a
vitória do partido progressista, ao punir de forma inequívoca o partido
regenerador que está no poder, vai garantir-nos a maravilha de, nas próximas
eleições, quando os progressistas já forem os novos donos, voltarmos a dar o
nosso voto aos regeneradores, porque tanto não há regeneradores liberais como
dissidentes progressistas que os republicanos possam manipular, a fim de
voltarmos a ter esperança na próxima incursão monárquica. Até porque poderia
surgir a República Nova de um qualquer salvador que viesse a ser assassinado
numa esquina do Terreiro do Paço, ou numa estação do Rossio.
Governo
PSD/CDS presidido
por Durão Barroso, numa coligação do PSD com o PP de Paulo Portas.
A chamada Convergência Democrática para um governo de legislatura que
eleva o líder do PP a ministro da defesa e a militante popular Celeste Cardona a
ministra da Justiça, com outro dependente do directório portista a assumir a
pasta do emprego e da segurança social, o encartado católico, Bagão Félix. Os
restantes ministros são do espaço laranja, com destaque para Manuela
Ferreira Leite, nas finanças, os coordenadores políticos Luís Marques Mendes,
Nuno Morais Sarmento e José Luís Arnaut, acompanhados, entre outros por Isaltino
de Morais, nas cidades, ordenamento e território, António Martins da Cruz, nos
estrangeiros, Luís Valente de Oliveira, nas obras públicas, transportes e
comunicações, António Figueiredo Lopes, na administração interna, Carlos
Tavares, na economia, Armando Sevinate Pinto, na agricultura, David Justino, na
educação, Pedro Lynce, na ciência e universidades, Pedro Roseta, na cultura, e
Luís Filipe Pereira, na saúde.

Eleição
geral nº 74, com vitória do PSD (17 de Março). PSD, liderado por José Manuel Durão
Barroso vence com 40,12%. PS: 37,85%. CDS-PP, de Paulo Portas, 8,75%.
Comunistas, 6,97%. Bloco de Esquerda, com o doutor em economia Francisco Louçã,
o trotskista que marca a imagem do grupo, 2,76%. PSD e PP assinam acordo de
coligação governativa (28 de Março).
Eduardo
Ferro Rodrigues, novo líder socialista (19 de Janeiro)
Surge o escândalo da Casa Pia, com reportagens do semanário Expresso e
SIC (23 de Novembro). A governação enreda-se nas teias do doméstico, com
tecnocratas da finança e da economia a ditatorializarem os ministérios, fazendo
regressar o Estado ao regime da administração das casas privadas, nesse vício
tipicamente salazarista que nos faz voltar às boas intenções do despotismo, de
que o inferno da história está cheio. E o Portugal que resta é, definitivamente,
um regime de anarquia bem organizada por neo-feudalismos, por falta de
autenticidade e pelo apagamento deliberado de memórias. Por outras palavras, o
zé povinho continua a ter que pagar impostos, enquanto os que partem e
repartem o bolo tirado aos que trabalham vão ralhando sem razão, não apresentam
as contas dos respectivos partidos e ocultam os financiamentos que os podem
comprometer com os “lóbis que não uivam”. Abundam, com efeito, muitos
invertebrados, situados entre o batráquio que coaxa e o cefalópode que lança
nuvens de tinta negra, os quais, em tempos de crise, tratam de acolher-se à
sombra de grupos com imagem moral forte, a fim de garantirem formais
certificados de bom comportamento cívico e excelente acesso à mesa porca do
orçamento, mesmo que chamem polvo a quem os nomeia. O despudor dos agentes
políticos, que se consideram superiores às instituições que dizem servir, só
atinge os actuais níveis de decadência, porque tanto não é possível um golpe de
Estado, à maneira do 5 de Outubro, do 28 de Maio ou do 25 de Abril, como uma
subversão comunista, com guerra fria, KGB e cunhalismo. Os potenciais golpistas,
dos militares revoltados aos comunistas activíssimos, apenas conspiram com
anedotas porcas e “nicknames” nos comentários “on-line” dos semanários
políticos, enfrentando a fúria defensiva dos jotas do Caldas, mobilizados para a
salvaguarda do chefe. A corrupção não vem apenas de cima para baixo, mas,
sobretudo, de baixo para cima. Ela nasce dos patos bravos, da federação dos
pequenos e médios compradores do poder autárquico que encheram os partidos com
“apparatchikini” sem qualidade, transformados em traficantes de influências.
2002
1
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Eleições
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Turbulências
Outros factos
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(
Tradição
e Revolução, vol. II)
2004
Ascensão
e queda do governo Santana Lopes
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Governo
de Santana Lopes/Paulo Portas
