Alargamento dos contingentes dos Estados membros da CEE em 10% (1 de
Janeiro)
Assinada a Convenção de Estocolmo que institui a EFTA; são
membros fundadores a Áustria, a Dinamarca, a Noruega, Portugal, Reino
Unido, Suécia e Suíça; entra em vigor em 3 de Maio de
1960 (4 de
Janeiro) Antoine Pinay* abandona o governo francês (13 de Janeiro)
Primeira reunião trimestral dos ministros dos estrangeiros dos
seis tem lugar em Roma (25 de Janeiro)

Oposição republicana – Reactivada a Liga Portuguesa
dos Direitos do Homem, que se filia na Fedération Internationale des Droits
de L’Homme (2 de Janeiro). Em Maio assume a presidência deste grupo
para-maçónico Luís Hernâni Dias Amado (1901-1991). Surge no Porto uma
Frente Eleitoral Independente (30 de Setembro), para apoiar a candidatura da
oposição nas eleições.
Política externa –Há um certo fulgor na
política externa portuguesa, no ano em que aderimos ao BIRD e ao FMI e Lisboa
recebe as visitas de Franz Joseph Strauss a Lisboa (10 a 17 de Janeiro), Sukarno
(5 de Maio),
Eisenhower (19 de Maio) e dos reis da Tailândia (22 de Agosto),
enquanto se inaugura a I Feira Internacional de Lisboa (9 de Junho).
Comunistas – Álvaro Cunhal e outros militantes comunistas fogem da cadeia de Peniche, com o apoio de um militar da GNR que aceita ser subornado,
permitindo um dos mais ousados e heróicos episódios da luta comunista contra o regime (3 de Janeiro). Neste ano, Cunhal subscreve um acordo com a comunista espanhola
Dolores Ibarruri, representando o PCE, onde decidem apoiar o modelo frentista
para a Península Ibérica, tendo como símbolos o general Humberto Delgado e
Emílio Herrera, o chefe do governo republicano espanhol no exílio.