

Morte do rei Jorge VI* e início da era isabelina no Reino Unido
(6 de Fevereiro)

Instituído o Conselho Nórdico entre a Dinamarca, a Islândia, a
Noruega e a Suécia
Publicado projecto de Tratado sobre a CED (1 de Fevereiro)
Bundestag aprova o princípio da contribuição para a defesa da Europa,
embora reclamando igualdade de direitos (8 de Fevereiro)
Assembleia Nacional francesa adopta o princípio do exército europeu
(19 de Fevereiro)
Discurso de Anthony Eden nos EUA criticando a hipótese de uma
federação europeia (12 de Fevereiro). Considera que a Grã-Bretanha nunca
poderá aderir a uma federação europeia: trata-se de algo que nós sentimos não
poder aceitar até à medula dos ossos. Se o fizéssemos, prejudicaríamos a força
da nossa acção em prol da paz e da união atlântica que é a expressão dessa
causa. É que a Grã-Bretanha e os seus interesses estendem-se para além do
Continente europeu. O nosso pensamento vai para além dos mares. Sem isto, que é
a essência da nossa vida, não seríamos mais do que alguns milhões de pessoas
vivendo numa ilha da costa europeia.

Conselho do Atlântico em Lisboa – A NATO
transforma-se em organismo permanente, com sede em Paris;
estabelecido o limite de 500 000 homens
para os efectivos da Bundeswehr (22-25 de Fevereiro). Grécia e Turquia
aderem à organização.
Acção estudantil contra a NATO, por ocasião de uma
reunião do Conselho da NATO no Instituto Superior Técnico (22 de Fevereiro). As
manifestações estudantis, ocorridas em Lisboa invocam a paz e clamam contra as
armas atómicas e o fascismo, num claro alinhamento com o pacifismo promovido
pelo Bloco Soviético. São expulsos da Universidade 15 estudantes de Belas Artes.
Em Junho, vários oposicionistas apresentam uma representação ao Presidente da
República solicitando que Portugal abandone a NATO.