

Arcebispo de Praga é colocado em regime de residência vigiada
(10 de Março)

Espanha: em 13 de Março de 1951, há violentos distúrbios
estudantis e operários em Barcelona, que o regime considera manobra dos
comunistas. Seguem-se várias greves, ditas gerais, na Biscaia e na Guipozcoa (23 de
Abril), com cerca de 2 000 detenções, e em Pamplona (10 de Maio).

Retomada de Seul por tropas sul-coreanas (14 de Março)
Tropas sul-coreanas transpõem o paralelo 38º (27 de Março)

Parlamento vota princípio da nacionalização dos petróleos no Irão
(15 de Março)

Na Guatemala toma
posse o presidente da república coronel
Jacobo Arbenz (15-de
Março), eleito em Novembro, com o apoio do Partido de Acção
Revolucionária (comunista), a Frente Popular Libertadora (socialista) e
a Renovação Liberal (nacionalista liberal). Continua a política do
presidente eleito em 1945, Arévalo,
de quem foi ministro da guerra, em oposição frontal aos interesses da
United Fruit.

Governo de Urho Kekkonen do partido agrário, na Finlândia (17
de Março)

A RFA passa a dispor de um ministro dos negócios estrangeiros,
o Auswartiges Amt, cargo que é assumido por Adenauer (6-15 de
Março). Alteração do estatuto de ocupação da zona ocidental da Alemanha;
flexibilizados os controlos e autorizado um ministério dos estrangeiros,
que será ocupado por Adenauer (6 de Março)

Novo governo francês de Henri Queuille* (8 de Março)

E. Bevin demite-se do Foreign Office, onde é substituído por H.
Morrison (9 de Março)

Greve geral em Itália, promovida pelos sindicatos comunistas;
vários incidentes, com prisões e mortes (22 de Março)

A questão monárquica – Surge O Debate,
semanário político português, que exprime as ideias dos monárquicos afectos à
Causa Monárquica e apoiantes do regime salazarista. É dirigido pelo Professor
Jacinto Ferreira. Domingos Fezas Vital dá uma
entrevista ao semanário, defendendo a restauração da monarquia: um Estado
cujo representante supremo seja eleito – se é que não, de facto, nomeado – por
facções ou partidos jamais poderá identificar-se com a Nação. Critica também
o Parecer da Câmara Corporativa para a revisão constitucional, que rejeita a
supressão da eleição presidencial por sufrágio universal e directo (24 de
Março). Na Assembleia Nacional, em processo de revisão constitucional, os
deputados monárquicos, liderados por Mário de Figueiredo, conseguem fazer
aprovar uma disposição, segundo a qual, no caso de vagatura da Presidência da
República... a Assembleia deliberaria sobre a eleição presidencial
(Lei nº 2 048).