Começa a revolta de Santarém com Álvaro de Castro, Cunha Leal e Jaime de
Figueiredo (12 de Janeiro), os quais declaram querer acabar com a influência
monárquica no poder, depurar o exército, defender em todos os campos e
inalteravelmente a República, ao mesmo tempo que defendem a nomeação de um
governo presidido por Nunes da Ponte, com o general Tamagnini de Abreu a
ministro da guerra.
Uma
nota oficiosa do governo de 12 de Janeiro refere a existência de prenúncios de
um movimento revolucionário, capitaneado por democratas e secundado por
agentes bolchevistas.
Os
revoltosos de Santarém rendem-se incondicionalmente, devido à acção da
coluna negra vinda da Covilhã e comandada pelo tenente Teófilo Duarte,
governador de Cabo Verde (16 de Janeiro). Este grupo, que se internara nas
Beiras, segue sob um pavilhão de seda negra onde com letras brancas, se lê
Glória a Sidónio Pais. Ironicamente, a acção de Teófilo e dos seus sequazes,
se impede que a cidade seja tomada pelas tropas das juntas monárquicas,
comandadas por Silva Ramos, que tencionavam pedir a Paiva Couceiro para
encabeçar o movimento.