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•Considerado o ideólogo puro do estalinismo, destacou-se, a partir de 1934, quando assumiu a liderança do PCUS de Leninegrado, depois do assassinato de Kirov. Chamado a Moscovo a partir de 1944, passou a trabalhar nos ramos da ideologia. Segundo a biografia oficial, em 1946, pôs a nu os erros e defeitos no campo literário, criticando implacavelmente os escritores que arrastavam a literatura soviética para o atoleiro da desideologização e da subserviência perante a cultura burguesa decadente e corrompida. Em 1948 pôs a nu e desmascarou uma tendência formalista e antipopular na música, pondo cobro ao objectivismo catedrático, à indiferença fria na exposição dos factos. •Com efeito, em 15 de Agosto de 1946, sob proposta de Jdanov, o Comité Central do PCUS decidiu sancionar as revistas de literatura e artes de Leninegrado Zvezda e Leningrad. Depois, o jdanovismo, retomando as sendas do realismo socialista dos anos trinta, intensificou-se em1948, com a rígida tutela da literatura, da música e das belas-artes. Assim, por praticarem formas musicais decadentes, nomeadamente pela utilização abusiva dos tambores e dos pratos, foram marginalizados compositores como Chostakovitch e Prokofiev. Por seu lado, a pintura abstracta era considerada uma história de loucos.
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© José Adelino Maltez, História do Presente (2006) |
© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: