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•Ernesto Guevara Lynch de la Serna. Médico argentino. Ortodoxo marxista-leninista, torna-se activista da revolução cubana desde 1959. •Íntimo colaborador de Fidel de Castro, tanto na guerrilha como no governo do novo regime. •Célebre pela repressão e fuzilamentos de desertores e de colaboradores do regime de Batista, organiza os modelos mais colectivista do castrismo, dirigindo a reforma agrária, o controlo industrial e o Banco Nacional de Cuba, inspirando o acordo comercial com a URSS que tornou a ilha dependente da produção e exportação de açúcar. •Transformou-se num dos mitos dos revolucionários marxistas dos anos sessenta, principalmente a partir do Maio de 1968 francês, quando nas ruas de Paris se gritava por Che e Ho Chi Min. Inspira a teoria do foquismo, a criação de um foco de insurreição, como condição para a revolução. •Destaca-se como chefe dos tribunais revolucionários que fuzilam os servidores do regime de Batista, assumindo também as funções de presidente do Banco de Cuba e de ministro da indústria.
•Depois de um discurso crítico face à União Soviética, em Fevereiro de 1965, durante uma reunião da Organização para a Solidariedade Afro-Asiática, realizada em Argel, é afastado de Cuba, para espalhar a revolução mundial, passando pelo Congo, onde contacta com Kabilla, e instalando-se na Bolívia. •Assassinado em 10 de Outubro de 1967, depois de ter sido capturado pelo exército boliviano. •Autor de La Guerra de Guerilla,1960.
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© José Adelino Maltez, História do Presente (2006) |
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