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Napoleón Duarte*, democrata-cristão, vence as eleições presidenciais no El Salvador (6 de Maio) URSS e aliados anunciam boicote aos Jogos Olímpicos de Los Angeles (8 de Maio) Eleições nas Filipinas, com a oposição a acusar o regime de fraude gigantesca (14 a 17 de Maio) Exército indiano ataca o Templo Dourado dos Sikhs no Pendjab (17 de Maio)
Discurso de Mitterrand no Parlamento Europeu: mostra-se disposto a analisar o projecto de União europeia; propõe um secretariado permanente no domínio da Europa política; fala na possibilidade de uma geometria variável (24 de Maio) Lucas Pires defende uma revisão constitucional, visando destruir o estatismo sem Estado (3 de Maio). Paulo Portas é eleito para o Conselho de Comunicação Social em representação do CDS, embora este antigo membro da JSD não se filie no partido de que passa a ser funcionário e de que há-de ser presidente, não sem antes voltar a alinhar com o partido-mãe contra o partido que o acolheu. E como, em política, o crime do oportunismo compensa, acabará naturalmente por ascender aos mais altos postos do Estado (17 de Maio). Nova reunião PS-PSD (21 de Maio), com Soares e Mota Pinto a declararem que estão a governar para evitarem a bancarrota, salientando que os preços do pão e do leite subiram apenas por causa do dólar. Eduardo Pereira, do PS, e Rui Machete, do PSD, elaboram proposta de reformulação da estrutura do governo, onde se prevê a extinção do ministério da qualidade de vida e a substituição de alguns ministros. Mota Pinto desdramatiza a proposta, considerando que não se trata de uma remodelação governamental mas apenas de uma reestruturação da prática governativa. Está aberta a primeira crise grave do Bloco Central (29 de Maio). D. António Ribeiro, discursando no 25º aniversário do monumento ao Cristo Rei, voltando a criticar a despenalização do aborto e insurge-se contra as manifestações de sanha jacobina (20 de Maio). Tal como cem anos antes, o Bloco Central provoca o renascimento da velha questão religiosa, utilizando-se como pretexto o tema do aborto. Para além das aparências polémicas, importa assinalar a reanimação das actividades maçónicas, sendo iniciados no Grande Oriente Lusitano alguns membros do governo, nomeadamente militantes do PSD, uns por razões ritualistas, outros por mera conveniência negocista.
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© José Adelino Maltez, História do Presente (2006) |
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© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: