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Dezembro |
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Governo do PSOE em Espanha, dirigido por Felipe González* (2 de Dezembro). O partido abandonara o marxismo em1979, quando também passou a apoiar a manutenção da monarquia. Libertação dos prisioneiros políticos na Polónia (23 de Dezembro) O Conselho Europeu reúne-se em Copenhaga. Define alguns objectivos prioritários nos domínios económico e social e reafirma o seu compromisso político em prol do alargamento (3 e 4 de de Dezembro) Eleições autárquicas (12 de Dezembro). Partidos da AD com 41,8%. PS e UEDS com 31,8%. APU, 21%. UDP, 0,7%. As eleições são boicotadas em Vizela. Subida do PS, apesar da vitória da AD. Freitas do Amaral fala em desaire político para a AD. Demite-se o ministro Marcelo Rebelo de Sousa que, a partir de então, deixa de ser o simples número dois do patrão do Expresso, passando a voar autonomamente para as culminâncias sistémicas da universidade, do partido e do país (9 de Dezembro) Publicada a Lei de Defesa Nacional (15 de Dezembro). Influenciada pela acção dos ministros Freitas do Amaral e Marcelo Rebelo de Sousa. Há, na Assembleia da República, algum consenso com os socialistas, face à actuação da comissão de defesa, presidida pelo deputado Fernando Condesso Balsemão demite-se de Primeiro-Ministro (19 de Dezembro). Convidado para presidir a novo governo da AD, Mota Pinto recusa. Eanes aceita o pedido de demissão de Balsemão (21). Freitas do Amaral demite-se da presidência do CDS. PSD escolhe Vítor Crespo para suceder a Francisco Pinto Balsemão que vai à televisão declarar que passaria a dedicar-se inteiramente ao partido para pôr termo a traições de que foi vítima. Fugas de informação queimam a hipótese, nomeadamente quando o democrata-cristão de crença hindu, Narayane Kaissare, aparece indigitado como ministro da justiça (29 de Dezembro de 1982).
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© José Adelino Maltez, História do Presente (2006) |
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© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: