|
1959 |
|
|
Sublevação anti-chinesa no Tibete é ferozmente reprimida (17 de Março) No Iraque, novo golpe de Estado (7 de Março de 1959), liderado pelo general Kassem*, reforça um modelo semelhante ao estabelecido no Egipto e na Síria, retirando o país do Pacto de Bagdade, obrigando a em 21 de Agosto de 1959 se estabelecesse entre os restantes fundadores do mesmo uma nova aliança, o Central Treaty Organization (CENTO), com a sede em Istambul. Declarado estado de sítio no Ceilão (13 de Março) Encontro entre De Gaulle e Adenauer em França (4-5 de Março). De Gaulle emite o primeiro sinal de independência face à NATO quando decide manter, em caso de guerra, um comando nacional quanto aos navios estacionados no Mediterrâneo (11 de Março) Criada uma comissão de controlo comum as três comunidades (16 de Março)
A revolta, planeada em 18 de Dezembro de 1958, estava para deflagrar logo em 28 de Dezembro desse ano de 1958. Será a primeira vez que sectores católicos actuam numa conspiração. Manuel Serra passa, a partir de então, a ser qualificado como o Manecas das intentas. As reuniões conspiratórias ocorriam na Sé de Lisboa, com a condescendência do pároco, o padre Perestrelo de Vasconcelos. Depois de julgados e presos, os implicados são repartidos por Caxias, Aljube, Trafaria e Elvas. Desta última prisão, evadem-se o capitão Almeida Santos e o médico miliciano Jean-Jacques Valente, com o apoio do cabo Gil da GNR. As circunstâncias da fuga levarão ao assassinato de Almeida Santos, dando origem ao romance de José Cardoso Pires, A Balada da Praia dos Cães, donde é extraído um célebre filme.
|
|
|
© José Adelino Maltez, História do Presente (2006) |
|
© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: