Nogueira, Ricardo Raimundo (1746-1827)

 

Professor de direito. Membro da regência do reino de 1810 a 1820, quando se assume como um afrancesado constitucional

 

Amigo de José Agostinho de Macedo.

 

Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.

 

· Prelecções de Direito Pátrio (ver texto completo, BN, ed. de 1886)

1795 a 1796.

 

Tradição e Revolução, vol. I

 

O seguidismo galicista – O primeiro grupo, em 23 de Maio de 1808, chegou à indignidade de, pela voz do juiz do povo, o tanoeiro José Abreu de Campos, e através de Junot, solicitar a Napoleão nos desse uma constituição e um rei constitucional que seja príncipe de sangue da vossa real família. Uma súplica redigida pelo médico maçónico dr. Gregório José de Seixas em colaboração com os lentes Simão de Cordes Brandão de Ataíde, Francisco Duarte Coelho (1767-1833) e Ricardo Raimundo Nogueira.

Viva o Imperador! O humilhante documento, que terminava com um sugestivo Viva o Imperador, pedia uma constituição em tudo semelhante à que vossa majestade imperial e real houve por bem outorgar ao Grão-Ducado da Varsóvia, com a única diferença de que os representantes da nação sejam eleitos pelas câmaras municipais, a fim de nos informarmos com os nossos antigos usos. Solicitava-se, além disso, que fosse o código de Napoleão posto em vigor e que a organização pessoal da administração civil, fiscal e judicial seja conforme o sistema francês. Suplicava-se também que as nossas colónias, fundadas por nossos avós, e com seu sangue banhadas, sejam consideradas como províncias ou distritos, fazendo parte integrante do reino, para que seus representantes, desde já designados, achem em nossa organização social os lugares que lhes pertencem, logo que venham ou possam vir ocupá-los.