Historiador britânico. Educado em Oxford, professor em Londres. Director do Royal Institut of International Affairs de 1925 a1955. Considera que o Estado não é intelligible field para o estudo da história, preferindo a civilization, equivalente ao conceito
de Kultur de Spengler. Estuda vinte e duas civilizações, salientando que cada uma delas passa por vários estádios: crescimento, colapso, dissolução. A fase final de cada uma delas é marcada pela formação de um estado universal. Admite que há uma lei do desafio e da réplica (challenge
and response) em cada um dos estádios civilizacionais. As várias civilizações constituem um só mundo (One World), uma super-civilização, sem bárbaros nas fronteiras.
Este mesmo autor falava em cinco civilizações: a ocidental-cristã, a cristã oriental, a islâmica, a indiana e a chinesa, referindo que todas elas ousaram transformar-se em Estado Universal. Segundo as respectivas teses, cada civilização seria produto de uma minoria criadora, que
responderia a sucessivos reptos, desenvolvendo-se. Haveria contudo um momento de paragem, quando a minoria deixa de ser criadora e passa ao estádio de Igreja Universal, aquela que nasce da existência dos humilhados e ofendidos da conjuntura interna (o proletariado interno)
para se unir aos bárbaros vindos do exterior (o proletariado externo) e uma posterior desintegração, já no momento da instituição do Estado Universal.
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