![]()
Somália
República Democrática Somali
Jamhuuriyadda Dimuqraadiga Soomaaliya
Somália
Jamhuuriyadda Soomaaliya (Republic of Somalia)
Executive:
President: Abdiqasim Salad Hassan (2000)
Prime minister: Hassan Abshir Farah (2001)
Hassan has been appointed by an interim-parliament formed in 2000 as a result of the peace conference in Djibouti. This National Assembly has 245 members appointed by clan chiefs. Hasan is recognized by most factions, but is not supported by Somaliland and the region of Puntland. De facto the state is an anarchy without any governmental structures. Main parties are the two factions of the United Somali Congress, the Somali National Movement the Somali Democratic Movement and the Somali Patriotic Movement.
Partis. Front démocratique de salut de la S. (fdss, clan majertein) fondé 1981 fusion du Front de salut Som. (fss), Front démocratique de la S. et P. des travailleurs som., Pt : Abdullahi Yussuf Ahmed. Mouv. nat. som. (mns, clan nordiste issak) fondé 1981 à Londres, Pt : Abderrahman Ahmed Ali, dans la guérilla depuis 1982. fdss et mns ont créé 8-10-82 : Front communiste Somalia First, Pt : Mahmud Shaykh Ahmad. Mouv. démocrate som. (sdm, agriculteurs sudistes) fondé 1992, Pt : Abdulkadir Mohamed Adan. Congrès de la S. unifiée (csu, clan sudiste hawiyé) fondé 1989, Pt : Abdullah Ma'alin († 1996) puis son fils Hussein. P. socialiste révolutionnaire de S., unique de 1976 à 1991.
Clans armés (en 1992). Alliance nat. som. (SNA) fondée avril 1992, chef : Gal Mohamed Farah Aïdid remplacé le 3-8-1996 par son fils Hussein (clan Habr Gedid), 10 000 à 20 000 h. (QG Bardera). Clan Ogadeni (Cel Omar Jees, allié au Gal Aïdid), contrôlait Kismaayo. Clan Darod, Gal Hersi Morgan (gendre de Barré).
627 340 km2 e 9,3 milhões de habitantes, de uma só etnia, a somali, dividida em clãs, e de religião muçulmana.
A proximidade do canal do Suez, concluído em 1886, despertou o interesse das potências coloniais, pelo que, em 1884, os britânicos estabelecem no norte a Somalilândia Britânica, enquanto que os italianos criam, no nordeste, a Somália Italiana, e, 1905, juntam-lhe território adicional, a sul. Em 1936, a zona italiana passa a integrar a África Oriental Alemã, pela fusão com a região do Ogaden, anteriormente integrada na Etiópia, e, em 1940, a Itália ocupa a Somalilândia Britânica. Contudo, a partir de Fevereiro do ano seguinte, o curso da Segunda Guerra Mundial determina a ocupação britânica da Somália Italiana, que, em Abril de 1950, se transforma em território sob legado das Nações Unidas. Esta área juntar-se-á, em 1 de Julho de 1960, à Somalilândia Britânica, que entretanto havia alcançado a independência, para formarem a República da Somália. Nos anos seguintes, e até 1988, a Somália envolveu-se em conflitos sucessivos com os países vizinhos, Etiópia e Quénia, pela auto-determinação dos somalis que aí habitavam.
O primeiro Presidente foi Aden Abdullah Osman Dar, a quem se seguiu, em 1967, Abdirashid Ali Shermarke, mas o seu assassínio, em 1969, resultou na tomada do poder pelos militares, pela mão de Muhammad Siad Barre. Nos primeiros anos do seu consulado, criará um Estado de orientação socialista, de partido único, o Partido Socialista Revolucionário Somali, dirigido por um Conselho Revolucionário Supremo. Em 1981, inicia-se no norte do país a guerrilha que iria conduzir à deposição de Siad Barre em Janeiro de 1991, apesar das suas promessas de introdução da democracia, em 1989, e instala-se como Presidente interino Ali Mahdi Mohammed. No entanto, a guerra civil continuará por todo o país, potenciada pela política de enfraquecimento dos senados das tribos (responsáveis pela manutenção da ordem) até então praticada por Barre, enquanto no norte o clã issa proclama a independência da Somalilândia. São enviadas tropas norte-americanas, sob os auspícios das Nações Unidas, destinadas a proteger os comboios humanitários que procuravam mitigar a fome que se verificava no país, mas o assassínio de alguns capacetes azuis acaba por envolvê-las na perseguição a um dos senhores da guerra, o general Muhammad Farah Aidid. O acordo de paz entre as duas principais facções, a de Ali Mahdi e a de Aidid, datado de 1994, acaba por não produzir efeitos e, no ano seguinte, as forças da ONU abandonam o país e, em Julho de 1996, Aidid é assassinado. No ano seguinte, 26 das facções em guerra chegam a um acordo, que cria um Conselho de Salvação Nacional, cuja presidência colectiva foi atribuída a cinco membros - Osman Hassan Ali, Abdulkadir Muhammad Aden, Abdullahi Yusuf, Aden Abdullahi Nur e Ali Mahdi. Em Agosto de 2000, o Parlamento de transição, exilado no Djibouti, escolheu um novo Chefe de Estado, Abdukassim Salat Hassan, e, em Outubro do mesmo ano, formou-se o primeiro Governo do país em dez anos, liderado por Ali Khalif Galaydh.
© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: