Dinamarca (Kongeriget Denmark)
O reino da Dinamarca (Kongeriget Danmark), com as dependência das ilhas Faroe e da Gronelândia, tem no trono a rainha Margarethe II (desde 1972), passando o milénio com o governo social-democrata de Poul Nyrup Rasmussen (desde 25-01-1993), a que lhe sucedeu em 27-11-2001 o governo de coligação centrista-nacionalista, presidido por Anders Fogh Rasmussen.
As principais forças políticas, segundo as eleições para o Folketing, de 20-11-2001, são as seguintes: no âmbito da coligação governamental de 2001, os liberais do Venstre (31,3%), ou Danmarks liberale parti, dito esquerda, e os nacionalistas do Dansk Folkeparti (12%). Na oposição, estão o anterior partido governamental, os sociais-democratas do Socialdemokratiet i Danmark (29,1%), bem como outros grupos, como os conservadores do Konservative Folkeparti (9,1%), os socialistas do Socialistisk Folkeparti (6,4%) e os radicias da esquerda, ditos sociais-liberais, do Radikale Venstre (5,2%).
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Folketing |
20-11-2001 |
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·Venstre Danmarks liberale parti liberais |
fondé 1870, Pt : Uffe Ellemann-Jensen (né 1-11-1941), démissionne le 17-3-1998 |
31,3 |
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·Dansk Folkeparti nacionalistas |
fondé 1995, Pte : Pia Kjaersgaard |
12 |
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·Socialdemokratiet i Danmark sociais-democratas |
fondé 1871, Pt : Poul Nyrup Rasmussen (né 15-6-1943) depuis 11-4-92 Landsorganisationen i Danmark (lo) lié |
29,1 |
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·Konservative Folkeparti conservadores |
fondé 1916, Pt : Per Stig Moller (né 27-8-1942), démissionne le 19-3-1998 |
9,1 |
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·Socialistisk Folkeparti socialistas |
P. socialiste populaire (psp) fondé 1959, Pt : Holger K. Nielsen (né 23-4-1950) |
6,4 |
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·Radikale Venstre radicias da esquerda, ditos sociais-liberais |
P. social-libéral (psl) fondé 20-5-1905, Pte : Johannes Lebech (née 1948) |
5,2 |
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P. georgiste |
fondé 1919, Pt : Poul Gerhard Crone Kristiansen (né 15-11-1953), |
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P. centre démocrate (pcd) |
fondé 1973, Pt : Mimi Jacobsen |
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P. radical libéral (pr) |
fondé 1905, Pte : Grethe Erichsen |
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P. chrétien du peuple |
fondé 13-4-1970, Pt : Jann Sjursen (né 20-10-1963 |
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P. du progrès (pdp) |
fondé 1972, Pt : Kristen Jacobsen |
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1. Vilhelm Buhl (2ª vez) |
5-05-1945 |
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2. Knud Kristensen |
8-11-1945 |
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3. Hans Hedtoft (1ª vez) |
13-11-1947 |
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4. Erik Eriksen |
27-10-1950 |
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5. Hans Hedtoft (2ª vez) |
30-09-1953 |
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6. Hans Christian Hansen |
1-02-1955 |
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7. Viggo Kampmann |
21-02-1960 |
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8. Jens Otto Krag (1ª vez) |
3-09-1962 |
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9. Hilmar Baunsgaard |
18-02-1968 |
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10. Jens Otto Krag (2ª vez) |
9-10-1971 |
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11. Anker Jørgensen (1ª vez) |
5-10-1972 |
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12. Poul Hartling |
18-12-1973 |
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13. Anker Jørgensen (2ª vez) |
13-02-1975 |
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14. Poul Schlüter |
10-09-1982 |
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15. Poul Nyrup Rasmussen |
25-01-1993 |
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16. Anders Fogh Rasmussen |
27-11-2001 |
Coligação centrista-nacionalista |
Superf. 43 milliers de km2 Pop. 5 millions (1999) PNB 170,7 mds de dollars (1999) PNB/hab. 32 050 dollars (1999) Croiss. 1,7 % (1998-1999) Budg. éduc. 8,1 % du PNB Mort. inf. 5 pour mille naissances Esp. vie 76 ans IDH 15e rang mondial sur 162 pays IPF 12e rang mondial sur 64 pays Budg. déf. 2 400 millions de dollars (2001) Armée 21 400 actifs et 64 900 réservistes
43 000 km2 e 5 150 000 habitantes. Em 1157 foi estabelecida uma monarquia hereditária que pouco a pouco se expandiu para Báltico, até à Estónia, conquistada em 1219; pela mesma altura, ocupa também as terras do Império alemão entre o Elba e o Elda; estes territórios da Alemanha do Norte são no entanto perdidos logo em 1227; mesmo a parte báltica vai ser perdida no século XIV e a própria Estónia passa a ser governada a partir de 1346 pela ordem teutónica; nos finais desse mesmo século, em torno da rainha Margarida, vai dar-se uma união pessoal entre a Dinamarca e a Noruega (1387), a que, em 1389, acresce a própria Suécia. Os novos rivais do poderio dinamarquês passam a ser os alemães da Liga Hanseática, cujos interesses coincidiam com os suecos; assim, a partir de 1448, a Suécia separa-se da união, ao contrário do que acontece com a Noruega que nela vai permanecer até 1815. O império dinamarquês, constituído em finais do século XII, princípios do século XIII, na zona do Báltico e da Alemanha do norte, vai comprimir-se nos princípios do século XIV. Contudo, em 1397, dá-se uma união entre os reinos da Dinamarca, da Noruega e da Suécia, a união de Kalmar. Se a união com a Noruega vai manter-se até 1814, já a Suécia se começa a separar deste bloco a partir de 1448, consolidando a respectiva independência apenas 1523. A partir de então, há uma sucessão de guerras entre a Dinamarca e a Suécia: em 1563-1570, 1611-1613, 1643-1645, que levam a uma decadência do poderio dinamarquês. Em 1660, perde as províncias do Sul da Suécia, Halland, Blekinge e Scania; em 1814, pelo Tratado de Kiel, perde a Noruega, que é cedida à Suécia; na guerra dos Ducados de 1864, contra a Áustria e a Prússia, perde um terço do seu território. O Schleswig-Hollstein, de população maioritariamente alemã fora atribuído pelo Congresso de Viena como possessão pessoal do rei da Dinamarca. Em 1848, dá-se uma revolta da população rejeitando a tentativa de imposição de leis dinamarquesas ao território; a Prússia inavde o território e a guerra entre a Dinamarca e a Prússia só termina em 1850 pela mediação das grandes potências que favoreceram as posições dinamarquesas. Em 1863, nova tentativa militar dinamarquesa de imposição das suas pretensões face aos ducados. Reacção conjunta da Áustria e da Prussia e derrota dinamarquesa, confirmada pelo Tratado de Viena de 30 de Outubro de 1864. O Norte do Schleswig vai entretanto regressar à Dinamarca depois de um plebiscito em 1920. A Islândia, a quem é concedida a autonomia em 1893, torna-se independente em 1944.
43 000 km2 e 5 150 000 habitantes. Dilú Em 1157 foi estabelecida uma monarquia hereditária que pouco a pouco se expandiu para Báltico, até à Estónia, conquistada em 1219; pela mesma altura, ocupa também as terras do Império alemão entre o Elba e o Elda; estes territórios da Alemanha do Norte são no entanto perdidos logo em 1227; mesmo a parte báltica vai ser perdida no século XIV e a própria Estónia passa a ser governada a partir de 1346 pela ordem teutónica; nos finais desse mesmo século, em torno da rainha Margarida, vai dar-se uma união pessoal entre a Dinamarca e a Noruega (1387), a que, em 1389, acresce a própria Suécia. Os novos rivais do poderio dinamarquês passam a ser os alemães da Liga Hanseática, cujos interesses coincidiam com os suecos; assim, a partir de 1448, a Suécia separa-se da união, ao contrário do que acontece com a Noruega que nela vai permanecer até 1815. O império dinamarquês, constituído em finais do século XII, princípios do século XIII, na zona do Báltico e da Alemanha do norte, vai comprimir-se nos princípios do século XIV. Contudo, em 1397, dá-se uma união entre os reinos da Dinamarca, da Noruega e da Suécia, a união de Kalmar. Se a união com a Noruega vai manter-se até 1814, já a Suécia se começa a separar deste bloco a partir de 1448, consolidando a respectiva independência apenas 1523. A partir de então, há uma sucessão de guerras entre a Dinamarca e a Suécia: em 1563-1570, 1611-1613, 1643-1645, que levam a uma decadência do poderio dinamarquês. Em 1660, perde as províncias do Sul da Suécia, Halland, Blekinge e Scania; em 1814, pelo Tratado de Kiel, perde a Noruega, que é cedida à Suécia; na guerra dos Ducados de 1864, contra a Áustria e a Prússia, perde um terço do seu território. O Schleswig-Hollstein, de população maioritariamente alemã fora atribuído pelo Congresso de Viena como possessão pessoal do rei da Dinamarca. Em 1848, dá-se uma revolta da população rejeitando a tentativa de imposição de leis dinamarquesas ao território; a Prússia inavde o território e a guerra entre a Dinamarca e a Prússia só termina em 1850 pela mediação das grandes potências que favoreceram as posições dinamarquesas. Em 1863, nova tentativa militar dinamarquesa de imposição das suas pretensões face aos ducados. Reacção conjunta da Áustria e da Prussia e derrota dinamarquesa, confirmada pelo Tratado de Viena de 30 de Outubro de 1864. O Norte do Schleswig vai entretanto regressar à Dinamarca depois de um plebiscito em 1920. A Islândia, a quem é concedida a autonomia em 1893, torna-se independente em 1944.
© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: