Costa do Marfim

República da Costa do Marfim

La République de la Côte d’Ivoire

 

318 000 km2. 14,3 milhões de habitantes, dos quais 25% são muçulmanos e 12% cristãos. Das cerca de 60 etnias, destacam-se os bété, no centro-oeste; os baoule, no centro; os agri, a leste; os senufo, no norte; os dioula, no noroeste e a ocidente; e os dan-yacouba, a ocidente.

O facto de se constituir como um dos grandes entrepostos comerciais da África Ocidental chamou a atenção dos franceses, que, em 1895, integram o território na África Ocidental Francesa, consolidando a sua presença após derrotarem o império Malinke, em 1918. A resistência contra os franceses tem particular expressão entre 1948 e 1950, os chamados "anos negros", marcados por prisões e mortes.

Em 4 de Dezembro de 1958, o território adquire a autonomia dentro da Comunidade Francesa, antecedendo a independência, proclamada em 7 de Agosto de 1960 por Félix Houphouët-Boigny, que se torna o seu primeiro Presidente, adoptando uma política pragmática ao longo do seu mandato: relacionamento privilegiado com o Ocidente, denúncia da intervenção soviética em África, fomento do investimento estrangeiro, manutenção de relações diplomáticas com a África do Sul, papel de destaque nas organizações regionais.

As primeiras eleições democráticas realizam-se em 1990, das quais sai vencedor Boigny e, após a sua morte, sucede-lhe, como previsto na Constituição, o Presidente da Assembleia Nacional, Henri Konan Bédié, que ganha as eleições de 1995.

Em 24 de Dezembro de 1999, um golpe de Estado militar, o primeiro na história do país, depõe o Presidente, substituído por um Comité Nacional de Salvação Pública, encabeçado pelo general Robert Guéi. O argumento utilizado foi o da corrupção, que tem no Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCM), que desde a independência dominou o sistema político, o seu maior expoente, ao instalar um sistema de tráfico de influências que se estendeu a todo o funcionalismo público. As eleições presidenciais de 22 de Outubro de 2000, convocadas pela junta militar, foram vencidas por Laurent Gbagbo, líder da Frente Popular Marfinense (membro da Internacional Socialista), opositores tradicionais do anterior Chefe de Estado Houphouët-Boigny e do PDCM.

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: