Respublica           Repertório Português de Ciência Política            Total: K/Kr
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                © José Adelino Maltez. Última revisão em: 12-02-2009
 

[A] [B] [C] [D] [E] [F] [G] [H] [I] [J] [K] [L] [M] [N] [O] [P] [Q] [R] [S] [T] [U] [V] [X] [W] [Y] [Z]

 

Lista de artigos

Artigos em grosso
  Krader, Lawrence
Antropólogo político norte-americano, especialista nas origens do Estado.
·The Formation of the State
Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1968 [trad. port. A Formação do Estado, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1970].

Krausismo Ideologia baseada nas teses de Krause, difundida na Europa pelas obras de Heinrich Ahrens (1808-1874) e Tiberghien (1819-1901). Teve particular destaque na Península Ibérica, onde coincidiu com uma forma moderada de liberalismo. Em Portugal, salienta-se Vicente Ferrer de Neto Paiva. Em Espanha, Julián Sanz del Rio. Influencia também o Brasil, principalmente a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Aqui, os principais cultores são Galvão Bueno (1834-1883) e João Theodoro Xavier (1820-1878), autor de uma Teoria transcendental do direito (1876), sendo um dos precursores do chamado "direito social", ou "direito trabalhista" no Brasil.

Krause, Karl Christian Friedrich (1781-1832) Se com Hegel o idealismo alemão atinge as culminâncias abstractas do conceito de Estado, cabe a Krause, proceder ao respectivo enquadramento numa estrutura eclética, mais susceptível de vulgarização, sobretudo entre os que não podiam aceitar a disciplina da pura dialéctic.
·Grundlage der Naturrechts, oder Philosophischer Grundriss des Ideals des Rechts
1803
·Entwurf eines europãischen Saatenbundes als Basis des allgemeinen Friedens
Projecto de confederação europeia com base numa paz geral de 1814 O autor considera nesta obra que a confederação jurídica mundial constitui o fim último da história do direito.
·Abriss des Systemes der Rechtsphilosophie, oder Naturrechts
1825
 
 
Kriegel, Blandine Barret. Professora francesa, formada em filosofia e investigadora do CNRS. Colaboradora do Institut d'Études Politiques de Paris. Professora na Universidade de Paris X- Nanterre. De origens judaicas, assume a tradição do estatismo republicano francês, assumindo a defesa do Estado de Direito, na linha kantiana. Procura demonstrar, contra o pensamento germânico, o carácter inovador do direito político moderno. Considera que o Estado de Direito nasceu em ruptura com o Império e o regime senhorial, como organização de um espaço público unificado onde o poder público foi sujeito à lei e limitado pelos direitos individuais.
L'État et les Esclaves. Réfléxions pour l'histoire des États,
Paris, Calmann-Lévy, 1979. Reed., Paris, Payot, 1989
Les Chemins de l'État
Paris, Calmann‑Lévy, 1986
L'État et la Démocratie. Rapport à François Mitterrand, Président de la République Française
Paris, La Documentation Française, 1986.
Les Droits de l’Homme et le Droit Naturel
Paris, PUF, 1986. Reed. de 1988.
·Les Historiens et la Monarchie
Paris, PUF, 1988 (I, Jean Mabillon; II La Défaite de l'Érudition; III Les Académies de l'Histoire; IV La République Incertaine).
La Politique de la Raison, Les Chemins de l’État 2
Paris, Payot, 1994
·Propos sur la Démocratie. Essais sur un Idéal Politique,
(Les Chemins de l’État 3), Paris, Payot, 1994.
·Cours de Philosophie Politique
Paris, Librairie Générale Française, 1996.



Krisis (Die) der europäischen Wissenschaften” 1935 - 1936 Edmund Husserl critica o modelo positivista dominante, baseado na regra da evidência, considerada um preconceito e um engodo. A ciência positivista considera que apenas é possível uma ciência dos factos puros e simples, baseando-se na matematização da natureza, oriunda de Galileu, onde a natureza é idealizada sob a inspiração da nova matemática. Surge também uma naturalização do espírito, mas não é pelo facto de reflectir-se que se define a relação entre o objecto e o pensamento, mas pelo sentido do objecto e da sua existência. O positivismo gera dois erros complementares e simetricamente inversos: o objectivismo fisicista, ou materialismo mecanicista, e o subjectivismo transcendental, de Kant.

 
Kristol, Irving (n. 1914)
·Two Cheers for Capitalism
Nova York, 1978.
 
Krizhanitch, Yuri (n. 1617) Iniciador do movimento eslavófilo. Sacerdote católico croata, que vem para a Rússia em 1647, autor de umas Considerações Políticas, escritas por volta de 1650, talvez o primeiro manual do pan-eslavismo, onde se referem os eslavos como o jovem povo do futuro, dado serem marcados pela espiritualidade. Já então defendia a união de todo o povo eslavo sem Estado (sérvios, croatas, búlgaros, checos e polacos), insurgindo-se contra a moda da xenomania, então dominante na Rússia, onde as famílias ilustres tentavam, através de uma genealogia inventada, encontrar um qualquer antepassado prussiano ou inglês. Ao mesmo tempo, criticava as teses da Terceira Roma adoptadas por Ivan IV: não se contentando com o poder que adquiriu, o czar Ivan procurou as vaidades da glória e os aduladores gregos fabricaram-lhe contos ridículos segundo os quais Moscovo era a Terceira Roma e ele mesmo um herdeiro do imperador Augusto. Um dia Deus castigará a Rússia por essas pretensõe.

 
 
Kropotkin, Piotr Alexeivitch(1842-1921) Político russo. Exila-se na Suíça em 1872. Regressado à Rússia em 1874, é preso, mas evade-se em 1876, passado ao exílio. Chega a estar preso em França de 1882 a 1886. Regressa à Rússia em 1917, insurgindo-se contra o leninismo, acusando-o de enterrar a revolução. Assume um anarquismo comunalista, mutualista e solidarista. Defende uma sociedade baseada na lei da solidariedade e da ajuda mútua, ou entreajuda, porque o homem tem predisposição natural para ela. Adopta o comunalismo, defendendo a comuna como proprietária de todos os meios de produção. Considera que a política deve ser norteada por ideias morais, por aquilo que qualifica como o progresso moral da nossa raça. Traduzido para português por Afonso Lopes Vieira.
·Memórias de um Revolucionário
1889.
·A Conquista do Pão
1892 cfr. trad. port. de António Dias Gomes, Lisboa, Edições Delfos, 1975. Ver também a trad. de Guimarães Editores, 1975.
·Agricultura, Fábrica e Oficina
1899.
·Ajuda Mútua no Mundo Humano e Animal
1902