Respublica
Repertório Português de Ciência Política
Edição electrónica 2004
Sistemas Políticos Modernos
Segundo Gabriel Almond e Bingham Powell, de 1966, mantém-se nesta linha, distinguindo
entre sistemas primitivos, sistemas tradicionais e sistemas modernos. Se os
sistemas primitivos poderão ser segmentares ou em pirâmide, já os sistemas
tradicionais assumem três formas: patrimoniais, burocrático-centralistas e
feudais. Mais complexa é a divisão dos chamados sistemas modernos. No ponto de
chegada estão os sistemas modernos com infra-estruturas políticas
diferenciadas, incluindo-se neles as cidades-Estados secularizadas com
diferenciação limitada (caso de Atenas) e os sistemas modernos mobilizados,
isto é, os que possuem um nível elevado de diferenciação e de secularização,
subdivididos entre sistemas democráticos e sistemas autoritários. Entre os
dois, surgem os sistemas modernos prémobilizados, com duas espécies, os
autoritários e os democráticos. Para estes autores, dentro dos sistemas
democráticos, poderíamos Ter forte autonomia dos subsistemas sociais (v.
g. o modelo norte-americano e o britânico), autonomia limitada dos subsistemas
(v. g. República Federal da Alemanha e França na III e IV Repúblicas) e fraca
autonomia dos subsistemas (v. g. México) Já nos sistemas
autoritários haveria que fazer as seguintes distinções: os totalitarismos
radicais (v. g. URSS), os totalitarismos conservadores (v. g. Alemanha nazi), os
autoritarismos conservadores (v. g. Espanha de Franco) e os autoritarismos em
vias de modernização (v. g. Brasil da revolução de 1964).