Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Relativismo
Aristóteles,
contrariando o idealismo de Platão, considera que mesmo as coisas má têm uma
certa parcela de bem, tal como as coisas boas tem uma parte que não é
necessariamente boa.
Relativismo e Valores No
plano da concepção dos valores, a corrente que se opõe ao absolutismo da ética
material dos valores, marcada pelo idealismo absoluto e pelo essencialismo.
Considera os valores como realidades relativas, marcados pela subjectividade (os
valores não estão constituídos antes de se subjectivizarem) e pela
bipolaridade (para que uma coisa valha requere-se que possa não valer). O mesmo
que ideal-realismo e que materialismo transcendental. Considera que a
subjectividade é que torna efectiva a objectividade dos valores, que só pela
existência é que se realiza a essência, que os valores não são, dado que
apenas valem. Em oposição temos a ética material dos vaores, para a qual o
mundo do ser está separado do dever-ser, que os valores estão separados da
existência, porque o homem não cria valores, apenas os descobre, dado que os
valores são tão objectivos quanto os princípios lógicos ou as leis matemáticas.
Relativismo
histórico, 98, 660
Relativismo,
24, 155
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