Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Natural Right and History, 1953
Obra de Leo Strauss onde se faz um apelo no sentido do regresso ao direito natural e à lei universal do justo e do injusto, um padrão que não serviria apenas para aferir da validade do direito estabelecido, posto, positivo, mas algo de mais global, que também seria mais elevado que o ideal mutável da nossa sociedade, dado que há no homem qualquer coisa que não está sujeita à sua sociedade e por conseguinte que somos capazes, e portanto obrigados, a procurar um padrão que nos permita julgar o ideal da nossa sociedade ou de qualquer outra. O padrão deveria ser o conceito socrático de natureza, a coisa na sua inteireza ou perfeição. Um padrão que até se não identificaria com a ideia de ser bom aquilo que é antigo, dado que este tipo de natureza até é sempre mais antigo do que aquilo que foi estabelecido pelos fundadores de uma determinada comunidade, prendendo-se com a própria ordem eterna. Neste sentido, o direito natural seria sempre equivalente à procura do melhor regime, contrariando certa tendência da modernidade, de extracção maquiavélica, que considerando a realização desse melhor regime como altamente improvável, tratou de baixar os níveis e de considerar que o melhor regime poderia ser realizado em qualquer parte.
Abrange as seguintes matérias: o direito natural perante a história; o direito natural e a distinção entre factos e valores; origem da noção de direito natural; o direito natural clássico; o direito natural moderno (Hobbes, Locke); crise do direito natural moderno (Rousseau, Burke). (Chicago, The University of Chicago Press, 1953) (cfr. trad. fr. Droit Naturel et Histoire, Paris, Librairie Plon, 1954).
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