Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Nação Portuguesa
Órgão do Integralismo Lusitano, dito Revista de Filosofia Política, cujo primeiro número, dirigido por Alberto Monsaraz, aparece em 1914, numa sequência de onze, até 1916. Retoma-se a publicação a partir de 1922. Defende, então, a ideia de revolução na permanência. Invoca a necessidade de constituição de uma biblioteca essencial, para se recuperar o nosso pensamento contra-revolucionário, onde se salientam os nomes do marquês de Penalva, visconde de Santaré,, José Acúrsio das Neves e Frei Fortunato de São Boaventura. Reinterpretam os percursos de Alexandre Herculano, Henrique da Gama Barros, Henriques Nogueira, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Silva Cordeiro e Alberto de Sampaio. Entre os estrangeiros, são frequentemente citados Renan, Taine, Gustave Le Bon, Maurras, George Valois, Comte, Édouard Berth, Ortega y Gasset, Jacques Maritain e George Sorel, sempre em nome de l’homme qui vient, conforme as palavras deste último. Entre os principais colaboradores: António Sardinha, Luís de Almeida Braga, José Adriano Pequito Rebelo, Adriano Xavier Cordeiro, Amadeu de Vasconcelos, Domingos de Gusmão Araújo, Francisco Vieira de Almeida, Hipólito Raposo, João do Amaral e Simeão Pinto de Mesquita. Para a segunda série, entre 1922 e 1928, é mobilizada uma nova geração com Manuel Múrias, Afonso Lopes Vieira, Carlos Malheiro Dias, Ivo Cruz, J. Lúcio de Azevedo, Pedro Teotónio Pereira, Marcello Caetano, Nuno de Montemor, Rodrigues Cavalheiro e Francisco Rolão Preto.
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