Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Integralismo Lusitano 19141914
Em 8 de Abril de 1914, durante o
governo de Bernardino Machado, começa a publicar-se em Coimbra o jornal Nação
Portuguesa. Logo em 7 de Setembro de 1914 Ramalho Ortigão declara-se
simpatizante do movimento em Carta de um Velho a um Novo, dirigida a João
Amaral. Durnate o governo de Pimenta de Castro, em 7 de Abril de 1915, na Liga
Naval, iniciam um ciclo de conferências sobre a questão ibérica, promovido
pelo Integralismo Lusitano.
António
Sardinha, Hipólito Raposo, José Pequito Rebelo, Luís de Almeida Braga e
Alberto Monsaraz.
integralistas, assumindo-se como deputados do sidonismo
tentam também ocupar o vazio de uma revolução que se fizera sem prévio
trabalho doutrinal.
1919 Entre
16 e 28 de Setembro, dois representantes integralistas, Luís de Almeida Braga e
Pequito Rebelo, deslocam-se à Inglaterra, para conversações com D. Manuel II.
Em
20 de Outubro de 1919 os integralistas anunciam no jornal A
Monarquia que se desligam da obediência a D.
Manuel II
Em
1 de Dezembro, em carta dirigida a Aires de Ornelas, D. Manuel II critica o
procedimento dos integralistas
1920 No
dia 21 de Julho, D. Miguel II renuncia ao trono, depois de negociações com os
integralistas. No dia 31 confia a tutela de D. Duarte Nuno, seu terceiro filho,
em quem abdica, a D. Maria Aldegundes de Bragança, sua tia.
Em
2 de Setembro, a Junta Central do Integralismo Lusiano declara reconhecer como
herdeiro do trono português D. Duarte Nuno, unindo-se assim ao partido
legitimista.
1921
Em
1 de Julho, partido legitimista anuncia acção conjunta com o Integralismo
Lusitano, face ao Manifesto de Baiona
1922
No
dia 17 de Abril, pelo Pacto de Paris, unificavam-se os monárquicos liberais e
legitimistas, através de Aires de Ornelas e D. Lourenço Vaz de Almada. D.
Duarte Nuno reconhece assim D. Manuel II. Os integralistas vão discordar
frontalmente do pacto. Apoio de O Dia
e de O Correio da Manhã.
Integralistas
em 5 de Maio discordam frontalmente do Pacto de Paris de 17 de Abril.
Interrompem a publicação do jornal A
Monarquia, suspendem a actividade partidária e declaram que vão apenas
dedicar-se ao trabalho de doutrinação, pelo que vão publicar a segunda série
da revista Nação Portuguesa.
1923
Nos dias 1 e 12 de Dezembro de 1923 saem os dois números únicos da revista Homens Livres. Uma revista organizada por António Sérgio e Afonso
Lopes Vieira, juntando seareiros e integralistas: Livres da Finança & dos Partidos. Tenta juntar-se o
novo direitista com o novo esquerdista,
visando uma ditadura de salvação
nacional.
Carta
de Alfredo Pimenta a Aires de Ornelas em 8 de Dezembro, pedindo para integrar a
Causa Monárquica, tentando misturar o apoio a D. Manuel II com as doutrinas
tradicionalistas. É então criada a Acção
Realista Portuguesa, independente da Causa, mas subordinada ao
lugar-tenente. Integram o novo grupo António Cabral, ex-ministro da monarquia,
e Caetano Beirão, dissidente do Integralismo Lusitano.
1930
Surge
Política, revista doutrinária, editada pela Junta Escolar de Lisboa do
Integralismo Lusitano. Entre os colaboradores, Dutra Faria, Pinto de lemos,
Amaral Pyrrait, António Pedro e António Tinoco. Dura até Março de 1931
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