Lorenz,
Konrad Zachariae
(1903-1989)
Austríaco.
Forma-se em medicina em Viena. Professor em Viena (1937-1940)e Konigsberg
(1940-1942). Prémio Nobel em 1973. Um dos fundadores da etologia,
entendida como a ciência do comportamento animal. Considera que a sociedade
humana é uma continuidade das sociedades animais. Em ambas existem animais
agressivos, marcados por organizações hierárquicas e onde se distinguem
nitidamente os papéis reservados para o masculino e o feminino. Nas sociedades
humanas apenas podemos estabelecer medidas para limitarmos a agressividade, para
canalizarmos os respectivos excessos, mas não para a eliminar. Do mesmo modo se
torna um sono inexequível o igualitarismo ou a eliminação da diferença entre
homens e meulheres. Considera que o ser humano é um animal agressivo como todos
os outros animais. Critica a fórmula de Hobbes, do homo homini lupus, propondo substitui-la pela de homo
homini ratus, dado que o homem, se assemelha aos ratos, dado que, ao contrário
dos animais normais, como o lobo, o homem, tal como o rato, matar os seus rivais
da mesma espécie, ao contrário dos restantes animais que apenas matam animais
de espécies diferentes, procurando, para os da mesma espécie, apenas mantê -los
à distância, conquistando um território alimentar.
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Das
sogenannte Böse zur Naturgeschichte der Agression
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1963
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Trad.
ingl. On Agression, Nova York,
Harcourt, Brace & World, 1966
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Trad.
fr. L'Agression, une Histoire
Naturelle du Mal, Paris, Flammarion, 1969
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Três
Ensaios sobre o Comportamento Animal e Humano
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Trad.
port, Lisboa, Arcádia, 1975.
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Oito
Pecados Mortais da Civilização
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Trad.
Port., Lisboa, Litoral Edições, 1992.
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