L'Homme Revolté, 1951

 

 

Obra de Albert Camus, dividida em cinco partes: O Homem Revoltado, A Revolta Metafísica (os filhos de Caim, a negação absoluta, recusando a salvação, a afirmação absoluta, a poesia revoltada, nihilismo e história); A Revolta Histórica (os regicidas, os deicidas, o terrorismo individual, o terrorismo de Estado e o terror irracional, o terrorismo de Estado e o terror racional, revolta e revolução); Revolta e Arte, Pensamento do Meio-Dia (revolta e assassínio, equilíbrio e desequilíbrio, para além do nihilismo).

Teoriza a distinção entre o pensamento do meio-dia, mediterrânico, marcado pelo sentimento da moderação, da medida e da paciência, e o pensamento da meia-noite, da Europa do Norte. Contra o idealismo alemão, o pensamento do meio-dia é o espírito mediterrânico, onde a inteligência é irmã da vigorosa luz, a comuna contra o Estado, a sociedade concreta contra a sociedade absolutista, a liberdade reflectida contra a tirania racional e, finalmente, o individualismo altruísta contra a colonização das massas, em suma o equilíbrio contra o desequilíbrio. Já na ideologia alemã  culminam vinte séculos de luta vã, em primeiro lugar, contra a natureza em nome de um deus histórico e em seguida em nome da história divinizada. Contra a ideia de revolução defende a atitude da revolta, do homem que resiste à injustiça para melhorar a sorte dos seus semelhantes. (Paris, Éditions Gallimard, 1951) (cfr. trad. port de Virgínia Mota, O Homem Revoltado, Lisboa, Editora Livros do Brasil, s.d.).

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